Grutas de Benagil

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As grutas de Benagil foram o maior motivador para que colocasse o Algarve no meu roteiro de visita a Portugal. Tenho paixão por cavernas desde 2006, quando pela primeira vez visitei uma caverna. Na época passei 6 dias com espeleólogos no complexo de Terra Ronca (extremo norte de Goiás) o maior da América Latina. Não há o que se comparar. Cada uma é cada uma. Mas não deixa de ser curioso como uma experiência nos molda e abre para outras e como no fim, nesta aventura que é viver, tudo se soma. Viver é bom.

Retrato de aniversário

Captura

Liliane Callegari é a fotógrafa da minha vida. Há mais de oito anos, minha amiga, sempre presente e registrando meus melhores momentos. Todo ano eu faço um retrato de aniversário e acabo de receber o ensaio dos 36. Alegria, satisfação e orgulho entregar este momento a uma profissional tão competente.

Sempre digo que contratar um fotógrafo é um dos melhores presentes que você pode dar pra si mesmo. Não precisa esperar se casar, dar um festa ou ficar grávida para fazer um ensaio. Você merece. Não custa um rim, basta negociar um pacote ou uma condição  que se adapte à sua realidade. Faça isso por si. Você merece!

Segue aqui o instagram dela instagram.com/lili_callegari

 

Um Pé de Milho

“Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um anteiro, espremido, junto do portão,numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram ao chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem.É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.”
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001. Adaptado)

Casa vazia

Descobri hoje que meu apartamento não foi alugado por ninguém. Eu o desocupei há três meses e nunca fui atrás de saber da sua situação. Na minha cabeça seria questão de semanas até alguém cair de paixão por ele e chamá-lo seu, meu ex-lar. As fotos no site de corretagem são novas, e ostentam todas as melhorias feitas por mim: pisos, rodapé, luminárias, pintura e muito amor. Eu amava viver ali. Bem da verdade, cresceram o olho nesta casca e estão pedindo muito pelo que comercialmentete vale.

Penso na visão retrógrada de um proprietário que prefere deixar por meses um imóvel vazio, a alugar logo por um preço mais baixo – já que diferença toda se recompensa com o tempo.Mas é que aí me lembro de que nenhuma visão pode ser mais retrógrada que esta de se ter como patrimônio único imóveis, em tempos de fundos fixos acessíveis a todos e mais rentáveis que a dor de cabeça de se trabalhar com inquilinos e condomínios, e fica tudo bem.

Play to Run: Sam´s Town

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Decidida a diminuir a importância das playlists de corrida e me dedicar à procura de bons álbuns que funcionem inteiros nos treinos, abro a série Play to Run por este clááássico dos primórdios da divulgação da música na internet. Bons tempos!

Tinha o palpite de que o Sam´s Town do Killers (2006) daria certo. E deu. Até porque, sempre usei duas faixas lindas dele como powersongs: ´Read my Mind´ e ´Bones`.  O disco tem cerca de quarenta e quatro minutos e se adequa perfeitamente a um curtinho com velocidade média pra alta. Selo Run to Play de aprovação!